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    quinta-feira, 28 de agosto de 2014

    Seleção Paulista


    HÍPICA/CAMPINAS INDICA TRÊS ATLETAS
    PARA A SELEÇÃO PAULISTA

         O retorno das equipes de voleibol Hípica/Campinas para o Campeonato Estadual da Federação Paulista tem rendido bons resultados. Além da participação no campeonato de mais alto nível do Brasil nas categorias de base e a experiência que tanto diretoria, comissão técnica quanto atletas estão adquirindo, outros frutos também começam a aparecer.
         A comissão técnica foi solicitada pelo técnico da seleção paulista, que disputará o Campeonato Brasileiro de Seleções, a indicar três atletas da categoria sub 19 para os testes da seleção paulista.
         Conheça nossas atletas, que agora tem chances de compor a seleção do estado de SP:


    
    Sabrina Lima, Vitória Teodoro e Arielly Souza poderão
    defender a Seleção Paulista sub 19 em 2014


     
    Sabrina Régia de Lima: Natural de Salto/SP, Sabrina tem 17 anos e joga como ponta. Sabrina vem do excelente, mas praticamente extinto, projeto de voleibol da cidade de Americana/SP. Jogou como central até 2013, mas a comissão técnica da Hípica detectou um imenso potencial para que jogasse como ponta. Os treinamentos vieram e agora, Sabrina, capitã da equipe sub 19, terá sua oportunidade de disputar uma vaga na seleção paulista da categoria em 2014.

    Vitória da Silva Teodoro: Natural de Jaguariúna/SP, Vitória tem 18 anos, joga como líbero e compõe a equipe sub 19 da Hípica. Vitória é cria da casa. Circula pelas quadras da Hípica desde 2010, quando era sub 15, atleta do Prof. Peterson Bristotte. Com uma formação completa, Vitória jogou em todas as posições, exceção ao meio de rede. Encontrou na posição de líbero desde 2012 um amor e agora também terá chance de brigar por vaga na seleção paulista.

    Arielly Cristina de Souza: Natural de Americana/SP, Arielly tem 17 anos e joga também como ponta. Como Sabrina, Arielly também veio do projeto de voleibol de Americana/SP. Com uma postura invejável, Arielly dá bastante consistência na construção do jogo, principalmente nos passes. É a conhecida “ponta de volume”. As três atletas tem defendido com unhas e dentes nosso brasão em 2014.

    quinta-feira, 21 de agosto de 2014

    Parabéns, Papai!


    MEU PAI É CAMPEÃO!

    Pelo sétimo ano a equipe de voleibol promoveu o Meu Pai é Campeão!, evento em homenagem aos pais, que tradicionalmente ocorre em agosto. Em 2014, foram convidados mais uma vez pais, mães e familiares das atletas de vôlei do clube e também todos os associados, através do site do clube, TV Hípica, faixas pelo clube, etc.
     
    Aqueles que compareceram foram presenteados com uma linda e deliciosa mesa de café da manhã com biscoitos, café e frutas, que ficaram à disposição por toda a festa. Os professores organizaram uma manhã muito divertida, que se iniciou com um alongamento coletivo sob a luz do sol da manhã do sábado, 09 de agosto, ao lado do Ginásio 1. Em seguida, para quebrar o gelo, os convidados brincaram de “Nunca a três” e em seguida um pega-pega “salve-se pelo abraço”: para não ser pego era necessário abraçar alguém... imagine só! Abraçar alguém que não se conhece para não ser pego! E você acha que não teve abraço? Pois está enganado, o que mais teve foi distribuição gratuita de abraços e os sorrisos mais sinceros surgiram nos rostos de quem se divertia.
     
    Ao voltar para ginásio atletas, pais, e toda a família brincaram de roda com os fundamentos do vôlei, da maneira que soubessem: toque, manchete, ataques... E não foi só fundamento não! Os professores quiseram que todos experimentassem como é ser técnico, como é ser atleta e como é estar em um esporte coletivo. Propuseram uma atividade em grupo, com vários “técnicos” e vários “atletas”. E teve pai que foi atleta, atleta que foi técnico... Diversão geral!
     
    E para terminar as atividades da manhã, todos ficaram curiosos ao verem os professores colocando um pano preto sobre a rede. Não era possível enxergar do outro lado! E o “vôlei cego” foi a última brincadeira da manhã. Quem sabia, fazia toque e manchete, quem não sabia, podia segurar a bola. E você só sabia que tinha feito um ponto quanto o árbitro apitava. Que loucura! Muito divertido!
     
    No final, atletas presentearam os pais que compareceram com uma lembrança e um certificado especial. Não faltaram mais abraços, beijos e agradecimentos àqueles que são nossos primeiros e maiores amigos.
     
    A equipe de voleibol e sua diretoria adjunta agradecem a participação de todos que puderam comparecer e já convidam para o Meu Pai é Campeão! de 2015.






     

     

    PARABÉNS, PAPAIS!

    terça-feira, 15 de julho de 2014

    O TÉCNICO ESPORTIVO

    O TÉCNICO ESPORTIVO
    Compartilhando conhecimento
     

    Por Peterson Bristotte

    Tenho aprendido que a máxima "O conhecimento liberta" se apresenta como verdadeira à medida que se estuda, se aprofunda, se gera e se transmite conhecimento. Tento vivenciar essa realidade diariamente com minhas atletas, minha comissão técnica e meus colegas de trabalho. Estamos estudando permanentemente.


    Em minha última aventura, como gosto de chamar, tive contato com a tese de doutorado de um grande querido, o Prof. Dr. Hermes Ferreira Balbino, que dispensa apresentações. Doutor Hermes foi meu professor na graduação e desde então, mesmo que sem saber, tem se tornado um de meus "gurus". Em sua tese, Dr. Hermes trata das múltiplas competências do técnico nos jogos esportivos coletivos e teve como universo de pesquisa o ambiente do esporte profissional. Lendo sua tese, para minha surpresa, em suas considerações finais, me pareceu que as competências de um técnico esportivo não transitam em um universo muito amplo seja qual for o ambiente esportivo, da iniciação ao alto rendimento, do amadorismo (em seu sentido não pejorativo) ao profissionalismo, de crianças a adultos, do lazer à profissão.

    Abaixo trouxe e compartilho com todos, especialmente com meus colegas técnicos e professores, algumas palavras (na íntegra) do Dr. Hermes, respaldado pela chancela da Ciência. Suas reflexões são muito parecidas com as que tenho feito ao longo desses meus poucos 10 anos como técnico de voleibol. Espero que possa ajudar a todos nós a refletirmos um pouco mais acerca da abrangência de nossa missão.


    “(...) Com o tempo fui construindo a imagem de um técnico que agregasse todos os conhecimentos necessários ao exercício de sua função e que tivesse consigo recursos, princípios e a visão que os entrevistados demonstraram possuir. Aprendi com eles que o técnico esportivo:

    - Têm uma meta a ser atingida, sabe aonde quer chegar;

    - Tem estratégias para resolver os problemas, mais do que uma solução definitiva para tudo;

    - Resolve com os atletas e a comissão técnica os problemas que são do grupo. Busca soluções e não culpados;

    - Valoriza o conjunto de informações das várias disciplinas que compõem as Ciências do Esporte para elaborar estratégias, ou seja, o treinamento é um processo sujeito a adaptações constantes, é flexível;

    - Busca tornar as relações do ambiente de trabalho produtivas e construtivas, investe em relações que têm como resultado a harmonia do grupo de trabalho;

    - Têm como base estrutural de sua prática a premissa de que o Esporte educa;

    - Estimula o desempenho individual para compor a coletividade, ou seja, trabalha com dois focos que aparentemente são antônimos, mas essencialmente são sinérgicos;

    - Os objetivos do técnico, do atleta e do sistema se coadunam;

    - Têm habilidade em se comunicar, em se fazer entender, é eloqüente, explica suas idéias com clareza, e convence as pessoas de que aquilo as levará ao desempenho máximo;

    - Estimula o desenvolvimento do potencial de competências, ao invés de impor e exigir o cumprimento de tarefas;

    - Sabe que o treinamento existe para o atleta e não o atleta para o treinamento;

    - Tem consciência de que é o líder do processo e traça estratégias para que a liderança leve o grupo a atingir resultados desejados;

    - Um dos valores mais considerados em todas as relações que estabelece em seu grupo de trabalho, atletas, membros da comissão técnica e outros é a confiança, em significado de “fiar com”. É tecer o mesmo tecido, estar em sinergia para construir algo juntos, em relação mútua que tem a base de outro valor, o respeito; um reconhece e valida o que o outro faz.

    Fica a constatação de que o técnico esportivo do hoje precisa ter um conjunto de competências para dirigir processos de treinamento. Só o conhecimento empírico da modalidade não basta. Esses treinadores de sucesso são pedagogicamente qualificados para tal e demonstram que o treinamento esportivo é um processo de relacionamentos, de gestão de pessoas.

    O significado humano e educativo do esporte, que muitos julgaram não existir, torna-se claro e perceptível quando cada elemento que participa de seu contexto avança nas suas capacidades e habilidades, transcendendo o físico, o lógico e o previsível. O papel do treinador ou técnico esportivo foco de nossas investigações atinge a dimensão de influenciar profundamente comportamentos, atitudes, princípios e valores dos atletas, como Bento (1991) afirma. Na linha do tempo que o técnico esportivo percorre, o presente recorre ao passado para reconhecer e enxergar a evolução visionária que novas abordagens trazem para o fenômeno Esporte. Podemos, agora, começar o exercício do futuro”.

    Dando todo crédito ao autor:

    Hermes Ferreira Balbino. Pedagogia do treinamento: método, procedimentos pedagógicos e as múltiplas competências do técnico nos jogos desportivos coletivos. 2005. Tese (Doutorado em Educação Física), Universidade Estadual de Campinas, Campinas, 2005.

    Dr. Hermes Balbino possui graduação em Educação Física (1987) e Psicologia (2009) pela Universidade Metodista de Piracicaba, mestrado em Educação Física pela Universidade Estadual de Campinas (2001) e doutorado em Educação Física pela Universidade Estadual de Campinas (2005), área de concentração Ciências do Esporte. Tem experiência acadêmica e aplicada na área de Educação Física e Treinamento Esportivo. Atua principalmente nos seguintes temas: Esporte, Pedagogia, Psicologia, Excelência Esportiva, Formação Esportiva, Jogos Esportivos Coletivos, Basquetebol. Atualmente é professor do Programa de Mestrado em Educação Física da Universidade Metodista de Piracicaba, vinculado à área de concentração Movimento Humano, Educação e Cultura, nas linhas de pesquisa Movimento Humano e Esporte, e Movimento Humano, Lazer e Educação. (Currículo Lattes: lattes.cnpq.br).