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    terça-feira, 15 de julho de 2014

    O TÉCNICO ESPORTIVO

    O TÉCNICO ESPORTIVO
    Compartilhando conhecimento
     

    Por Peterson Bristotte

    Tenho aprendido que a máxima "O conhecimento liberta" se apresenta como verdadeira à medida que se estuda, se aprofunda, se gera e se transmite conhecimento. Tento vivenciar essa realidade diariamente com minhas atletas, minha comissão técnica e meus colegas de trabalho. Estamos estudando permanentemente.


    Em minha última aventura, como gosto de chamar, tive contato com a tese de doutorado de um grande querido, o Prof. Dr. Hermes Ferreira Balbino, que dispensa apresentações. Doutor Hermes foi meu professor na graduação e desde então, mesmo que sem saber, tem se tornado um de meus "gurus". Em sua tese, Dr. Hermes trata das múltiplas competências do técnico nos jogos esportivos coletivos e teve como universo de pesquisa o ambiente do esporte profissional. Lendo sua tese, para minha surpresa, em suas considerações finais, me pareceu que as competências de um técnico esportivo não transitam em um universo muito amplo seja qual for o ambiente esportivo, da iniciação ao alto rendimento, do amadorismo (em seu sentido não pejorativo) ao profissionalismo, de crianças a adultos, do lazer à profissão.

    Abaixo trouxe e compartilho com todos, especialmente com meus colegas técnicos e professores, algumas palavras (na íntegra) do Dr. Hermes, respaldado pela chancela da Ciência. Suas reflexões são muito parecidas com as que tenho feito ao longo desses meus poucos 10 anos como técnico de voleibol. Espero que possa ajudar a todos nós a refletirmos um pouco mais acerca da abrangência de nossa missão.


    “(...) Com o tempo fui construindo a imagem de um técnico que agregasse todos os conhecimentos necessários ao exercício de sua função e que tivesse consigo recursos, princípios e a visão que os entrevistados demonstraram possuir. Aprendi com eles que o técnico esportivo:

    - Têm uma meta a ser atingida, sabe aonde quer chegar;

    - Tem estratégias para resolver os problemas, mais do que uma solução definitiva para tudo;

    - Resolve com os atletas e a comissão técnica os problemas que são do grupo. Busca soluções e não culpados;

    - Valoriza o conjunto de informações das várias disciplinas que compõem as Ciências do Esporte para elaborar estratégias, ou seja, o treinamento é um processo sujeito a adaptações constantes, é flexível;

    - Busca tornar as relações do ambiente de trabalho produtivas e construtivas, investe em relações que têm como resultado a harmonia do grupo de trabalho;

    - Têm como base estrutural de sua prática a premissa de que o Esporte educa;

    - Estimula o desempenho individual para compor a coletividade, ou seja, trabalha com dois focos que aparentemente são antônimos, mas essencialmente são sinérgicos;

    - Os objetivos do técnico, do atleta e do sistema se coadunam;

    - Têm habilidade em se comunicar, em se fazer entender, é eloqüente, explica suas idéias com clareza, e convence as pessoas de que aquilo as levará ao desempenho máximo;

    - Estimula o desenvolvimento do potencial de competências, ao invés de impor e exigir o cumprimento de tarefas;

    - Sabe que o treinamento existe para o atleta e não o atleta para o treinamento;

    - Tem consciência de que é o líder do processo e traça estratégias para que a liderança leve o grupo a atingir resultados desejados;

    - Um dos valores mais considerados em todas as relações que estabelece em seu grupo de trabalho, atletas, membros da comissão técnica e outros é a confiança, em significado de “fiar com”. É tecer o mesmo tecido, estar em sinergia para construir algo juntos, em relação mútua que tem a base de outro valor, o respeito; um reconhece e valida o que o outro faz.

    Fica a constatação de que o técnico esportivo do hoje precisa ter um conjunto de competências para dirigir processos de treinamento. Só o conhecimento empírico da modalidade não basta. Esses treinadores de sucesso são pedagogicamente qualificados para tal e demonstram que o treinamento esportivo é um processo de relacionamentos, de gestão de pessoas.

    O significado humano e educativo do esporte, que muitos julgaram não existir, torna-se claro e perceptível quando cada elemento que participa de seu contexto avança nas suas capacidades e habilidades, transcendendo o físico, o lógico e o previsível. O papel do treinador ou técnico esportivo foco de nossas investigações atinge a dimensão de influenciar profundamente comportamentos, atitudes, princípios e valores dos atletas, como Bento (1991) afirma. Na linha do tempo que o técnico esportivo percorre, o presente recorre ao passado para reconhecer e enxergar a evolução visionária que novas abordagens trazem para o fenômeno Esporte. Podemos, agora, começar o exercício do futuro”.

    Dando todo crédito ao autor:

    Hermes Ferreira Balbino. Pedagogia do treinamento: método, procedimentos pedagógicos e as múltiplas competências do técnico nos jogos desportivos coletivos. 2005. Tese (Doutorado em Educação Física), Universidade Estadual de Campinas, Campinas, 2005.

    Dr. Hermes Balbino possui graduação em Educação Física (1987) e Psicologia (2009) pela Universidade Metodista de Piracicaba, mestrado em Educação Física pela Universidade Estadual de Campinas (2001) e doutorado em Educação Física pela Universidade Estadual de Campinas (2005), área de concentração Ciências do Esporte. Tem experiência acadêmica e aplicada na área de Educação Física e Treinamento Esportivo. Atua principalmente nos seguintes temas: Esporte, Pedagogia, Psicologia, Excelência Esportiva, Formação Esportiva, Jogos Esportivos Coletivos, Basquetebol. Atualmente é professor do Programa de Mestrado em Educação Física da Universidade Metodista de Piracicaba, vinculado à área de concentração Movimento Humano, Educação e Cultura, nas linhas de pesquisa Movimento Humano e Esporte, e Movimento Humano, Lazer e Educação. (Currículo Lattes: lattes.cnpq.br).


    sábado, 21 de junho de 2014

    Treinos não param

    MAIS TREINO...
     
         Em pleno feriadão de Corpus Christi as equipes Hípica/Campinas, que disputam o Campeonato Paulista, não tiveram folga. O treino de sexta-feira teve direito a treino específico para levantadoras, algumas correções técnicas e um treino específico de ataque utilizando como ferramenta recortes do jogo.
     






     

    quarta-feira, 28 de maio de 2014

    Sub 17 e Sub 19: Campeonato Paulista

    CAMPEONATO PAULISTA
    SUB 17 E SUB 19

         O ano de 2014 marca o retorno das equipes Hípica/Campinas sub 17 e sub 19 para a elite do voleibol nacional com a disputa do Campeonato Paulista, da Federação Paulista de Volleyball.

         Como todo início de trabalho, a temporada 2014 está servindo de teste para o clube entender a nova dinâmica em que o clube está se inserindo, mas não significa que as equipes estão de brincadeira.

         Ambas as equipes são comandadas pelo técnico e supervisor de voleibol Lucas Graziadei, que avaliou como tem sido a temporada: “De 2008 até 2013 construímos uma linda história no campeonato do interior de SP e agradecemos muito a todos que contribuíram para que ano após ano, com muito trabalho, fôssemos reconhecidos como uma potência no vôlei feminino de base do interior do estado. Em 2014 o clube, que sempre acreditou em nosso trabalho e nos incentivou, nos deu um voto de confiança para trabalharmos agora no campeonato mais difícil do país para atletas em formação, o Campeonato Paulista. Sempre tivemos fama de que apesar de sermos do interior, as (equipes) da capital deveriam tomar cuidado porque poderiam cair frente a momentos de pressão. Nessa temporada temos incomodado e muito não só os (times) maiores que nós, mas com certeza estamos trabalhando para colocar o brasão do nosso clube e nosso nome no hall das grandes equipes formadoras de atletas de nosso estado”.

         A equipe sub 17 está atualmente na 8ª colocação, dentro do grupo que se classifica para os playoffs e o sub 19 está na 10ª colocação.